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Rede

IPv6 na Use: um /56 inteiro para a sua conexão

IPv6 nativo em pilha dupla, com prefixo delegado ao seu roteador. Esta página explica o que isso quer dizer, o que é CGNAT e quando você realmente precisa de IP fixo.

Por que isso existe

Os endereços IPv4 acabaram. Não "estão acabando": acabaram mesmo, no mundo inteiro, e é por isso que todo provedor hoje faz vários clientes dividirem o mesmo endereço público — a técnica chamada CGNAT.

O IPv6 é a saída de verdade para esse problema. Em vez de dividir um endereço entre muita gente, ele tem endereços suficientes para dar um a cada aparelho do planeta, com folga. A Use opera IPv6 nativo com endereçamento próprio, e entrega um bloco inteiro a cada conexão.

O que é um /56 na prática

Quando a sua conexão sobe, o roteador pede um bloco de endereços à rede da Use e recebe um /56. Dentro dele cabem 256 redes /64 — e cada /64 é uma rede completa, com mais endereços do que a internet IPv4 inteira.

Em casa

Uma rede para os aparelhos da família, outra para as visitas, outra para a automação da casa — separadas de verdade, cada uma na sua sub-rede.

Na empresa

Rede dos computadores, rede do Wi-Fi do cliente, rede das câmeras e rede dos servidores, sem precisar pedir mais endereço a ninguém.

O bloco da Use é o 2804:870::/32, endereçamento próprio anunciado pela nossa rede autônoma (AS52871). Ele comporta mais de 16 milhões de prefixos /56: não é promessa comercial, é a conta do tamanho do bloco.

CGNAT, IPv6 e IP fixo: qual é o seu caso

O que você quer fazer O que resolve
Navegar, assistir, jogar, usar aplicativo O padrão já resolve. CGNAT não atrapalha nada disso.
Acessar câmera ou NAS de fora de casa IPv6 — cada equipamento ganha endereço próprio, sem redirecionar porta.
Publicar servidor que só fala IPv4 IPv4 fixo, em contrato de CNPJ.
VPN para a empresa, com conexão de entrada IPv4 fixo ou link dedicado.
Rodar o seu próprio roteamento, com o seu AS Link dedicado, com sessão BGP.

Vale dizer com todas as letras: IPv6 não deixa a internet mais rápida. A velocidade é a contratada. O que ele resolve é o endereçamento — e quem promete ganho de velocidade com IPv6 está vendendo o que não entrega.

Especificação

IPv6
Nativo, em pilha dupla com IPv4 (o aparelho usa os dois ao mesmo tempo)
Bloco da Use
2804:870::/32, endereçamento próprio do AS52871
Delegação ao cliente
/56 por conexão, via DHCPv6-PD
Sub-redes disponíveis
256 redes /64 dentro do seu /56
IPv4 residencial
CGNAT (RFC 6598) no padrão
IPv4 fixo
Disponível para CNPJ, mediante avaliação técnica; incluso no link dedicado (/29 ou /28)
Rede autônoma
AS52871, com troca de tráfego em Salvador e em São Paulo

Confira você mesmo

O medidor de velocidade da Use roda em servidor próprio dentro da nossa rede, em Salvador, e responde em IPv6 nativo — dentro do nosso próprio bloco. Se a sua conexão estiver usando IPv6, ela chega lá por IPv6.

Perguntas frequentes

A Use tem IPv6? +

Tem, nativo. A rede opera em pilha dupla: o seu aparelho recebe endereço IPv6 e IPv4 ao mesmo tempo, e usa IPv6 sempre que o site do outro lado também tem. A Use usa endereçamento próprio (2804:870::/32), anunciado pela nossa rede autônoma.

Que tamanho de prefixo IPv6 eu recebo? +

Um /56 por conexão, delegado ao seu roteador por DHCPv6-PD. Na prática são 256 redes /64 à sua disposição — o suficiente para separar rede principal, rede de visitante, automação da casa e laboratório, cada uma com a sua própria sub-rede.

O que é CGNAT e por que vocês usam? +

CGNAT é a técnica que faz vários clientes dividirem o mesmo endereço IPv4 público, porque os endereços IPv4 acabaram no mundo inteiro — não é uma escolha da Use, é a realidade de qualquer provedor hoje. Para navegar, assistir, jogar e usar aplicativo, o CGNAT não atrapalha. Ele atrapalha quando você precisa ser alcançado de fora: publicar servidor, acessar câmera direto ou receber conexão de entrada.

Estou em CGNAT. Como acesso minha câmera ou meu servidor de fora? +

Há dois caminhos. O primeiro é usar IPv6: com o prefixo delegado, cada equipamento da sua rede tem endereço próprio e alcançável, sem redirecionamento de porta — é a solução que o IPv6 veio resolver, e não custa nada a mais. O segundo é contratar IPv4 fixo, que é o caminho de quem depende de um serviço que só fala IPv4.

Como sei se estou navegando por IPv6? +

Abra o medidor de velocidade da Use: ele responde em IPv6 nativo, dentro da nossa própria rede. Sites como test-ipv6.com também mostram, em uma tela, se a sua conexão está usando IPv6.

Preciso trocar de roteador para usar IPv6? +

Roteador fornecido pela Use já vem preparado. Em roteador próprio, o que importa é ele aceitar DHCPv6-PD (quase todos os modelos dos últimos anos aceitam) e estar com IPv6 ligado nas configurações — em alguns modelos vem desligado de fábrica.

IPv6 é mais rápido? +

Não é uma questão de velocidade, e desconfie de quem promete isso. O ganho real é não passar pela tradução de endereços do CGNAT, o que ajuda em conexão de entrada e em alguns jogos e aplicativos. A velocidade contratada é a mesma.

Tenho IPv4 fixo. Preciso de IPv6 também? +

Os dois convivem e não há motivo para escolher. O IPv4 fixo resolve o que só fala IPv4; o IPv6 dá endereço próprio a cada equipamento da rede. Em contrato empresarial, os dois vêm juntos.

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